— Áreas de Atuação
Saúde da Próstata
A próstata passa por mudanças naturais ao longo da vida. Algumas não provocam qualquer problema, enquanto outras podem interferir na forma de urinar, na qualidade de vida e exigir investigação ou tratamento.
Cuidar da saúde da próstata não significa apenas investigar o câncer. Significa acompanhar essas mudanças, reconhecer sintomas e entender quando é necessário olhar com mais atenção para essa pequena glândula que tem grande importância para a saúde masculina.
Cuidado, prevenção e qualidade de vida em todas as fases do homem.
Quais sinais merecem atenção?
- Diminuição da força do jato urinário;
- Demora ou dificuldade para começar a urinar;
- Jato que interrompe e recomeça;
- Necessidade de urinar muitas vezes durante o dia;
- Acordar repetidamente à noite para urinar;
- Urgência para chegar ao banheiro;
- Sensação de que a bexiga não esvaziou completamente;
- Dor ou ardência ao urinar;
- Presença de sangue na urina;
- Dificuldade ou incapacidade de urinar.
— Perguntas frequentes
Tudo o que você precisa saber
A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino localizada logo abaixo da bexiga e ao redor da uretra.
Com o passar dos anos, é comum que ela aumente de tamanho. Esse crescimento pode ser benigno e não causar nenhum problema ou, em alguns homens, começar a comprimir a uretra e provocar alterações urinárias.
Além do crescimento benigno, a próstata também pode ser acometida por processos inflamatórios e pelo câncer de próstata. Por isso, sintomas semelhantes podem ter causas completamente diferentes e precisam ser avaliados de forma individualizada.
Hiperplasia Prostática Benigna
É o crescimento benigno da próstata, uma condição que se torna mais frequente com o avanço da idade.
Quando esse aumento começa a comprimir a uretra, pode dificultar a saída da urina e gerar sintomas como jato urinário mais fraco, demora para iniciar a micção, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e necessidade de urinar várias vezes.
Prostatite
É uma inflamação da próstata, que pode ou não estar associada a uma infecção bacteriana.
Dependendo do tipo de prostatite, podem surgir dor ou ardência ao urinar, desconforto na região pélvica, sintomas urinários e, em quadros agudos, febre e mal-estar.
Câncer de Próstata
É um dos tumores mais frequentes entre os homens brasileiros e pode não provocar sintomas em suas fases iniciais.
Quando há suspeita, a investigação leva em consideração diferentes informações, como história clínica, exame físico, PSA e, quando indicado, exames de imagem e biópsia.
Não.
A Hiperplasia Prostática Benigna, como o próprio nome indica, é um crescimento não canceroso da próstata e se torna mais frequente com o envelhecimento.
O câncer de próstata é uma doença diferente.
Um homem pode apresentar uma próstata bastante aumentada sem ter câncer, assim como um tumor pode estar presente sem provocar um grande aumento da glândula.
Por isso, o tamanho da próstata isoladamente não permite determinar se existe ou não uma doença maligna.
Também não.
O PSA é uma proteína produzida pela próstata e medida por meio de um exame de sangue. Algumas alterações prostáticas benignas também podem provocar aumento do PSA.
Por isso, um resultado alterado não estabelece sozinho o diagnóstico de câncer.
O urologista analisa o resultado em conjunto com diversos outros fatores e pode, quando necessário, solicitar exames complementares, como a ressonância magnética da próstata. A confirmação do câncer é feita por meio da análise do tecido obtido na biópsia.
A avaliação começa com uma conversa detalhada sobre os sintomas, histórico de saúde e fatores de risco do paciente.
Dependendo de cada caso, a investigação pode envolver:
- Exame físico;
- Toque retal;
- Dosagem do PSA;
- Exames de urina;
- Ultrassonografia;
- Avaliação do fluxo urinário;
- Ressonância magnética da próstata;
- Outros exames específicos, quando necessários.
Não existe um único exame capaz de responder a todas as perguntas sobre a saúde prostática.
O mais importante é interpretar os diferentes resultados em conjunto e determinar quais exames realmente fazem sentido para cada paciente.
A avaliação deve ser individualizada.
A decisão sobre investigar o câncer de próstata em homens sem sintomas deve considerar idade, histórico familiar, fatores de risco, condições gerais de saúde e os possíveis benefícios e limitações dos exames.
O Ministério da Saúde e o INCA não recomendam um rastreamento populacional indiscriminado. Para homens que desejam investigar a doença mesmo sem sintomas, recomenda-se uma conversa com o médico sobre benefícios e possíveis riscos para que a decisão seja compartilhada.
Mais importante do que seguir uma regra igual para todos é manter uma relação de cuidado com a própria saúde.
Não.
Muitas condições prostáticas podem ser apenas acompanhadas ou tratadas com medicamentos.
Na Hiperplasia Prostática Benigna, por exemplo, a necessidade de tratamento depende principalmente da intensidade dos sintomas e do impacto que eles provocam na rotina do paciente.
Quando o tratamento clínico não é suficiente ou existem complicações relacionadas à obstrução urinária, procedimentos cirúrgicos podem ser considerados.
Nos casos de câncer, a estratégia depende das características do tumor e pode envolver desde acompanhamento em situações selecionadas até cirurgia, radioterapia e outros tratamentos.
A melhor conduta não é necessariamente a mais invasiva. É aquela indicada para as necessidades de cada paciente.
Não é necessário esperar que os sintomas se tornem intensos.
Alterações urinárias persistentes, sangue na urina, episódios de retenção urinária, alterações em exames ou preocupação relacionada à saúde prostática são motivos para buscar avaliação.
Homens com histórico familiar de câncer de próstata ou outros fatores de risco também podem conversar com o urologista sobre qual estratégia de acompanhamento é mais adequada para seu caso.
Cuidar da próstata não começa quando aparece uma doença. Começa conhecendo o próprio corpo, reconhecendo mudanças e fazendo escolhas de saúde de forma consciente.
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