— Áreas de Atuação

Uro-Oncologia

A Uro-Oncologia é a área da Urologia dedicada à investigação, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos tumores que atingem o sistema urinário e o aparelho genital masculino.

Próstata, rins, bexiga, testículos e pênis estão entre os órgãos que podem ser acometidos. Cada tipo de tumor apresenta características próprias e, por isso, o tratamento precisa ser definido de forma individualizada, considerando o tipo da doença, seu estágio e as condições de saúde de cada paciente.

A Uro-Oncologia reúne os conhecimentos da Urologia e da Oncologia para o cuidado dos pacientes com tumores do trato urinário e do sistema reprodutor masculino.

O urologista participa de diferentes momentos dessa jornada: desde a investigação de uma alteração encontrada em exames ou de um sintoma suspeito até a realização de procedimentos cirúrgicos e o acompanhamento após o tratamento.

O objetivo é chegar a um diagnóstico preciso e definir uma estratégia que ofereça o melhor controle da doença preservando, sempre que possível, a qualidade de vida e as funções do paciente.

Quais são os principais tumores urológicos?

— Perguntas frequentes

Tudo o que você precisa saber

Quais sinais merecem investigação?

Alguns tumores urológicos podem evoluir sem sintomas nas fases iniciais. Em outros casos, determinadas alterações podem funcionar como sinais de alerta.

É importante procurar avaliação médica diante de situações como:

  • Presença de sangue na urina, mesmo que aconteça apenas uma vez;
  • Nódulo, endurecimento ou aumento do volume de um dos testículos;
  • Mudanças persistentes no hábito urinário;
  • Dificuldade para urinar ou enfraquecimento do jato urinário;
  • Dor lombar ou na região dos rins que persiste sem uma causa conhecida;
  • Alterações encontradas em exames de imagem;
  • Alterações do PSA que necessitem de investigação.

Esses sinais não significam necessariamente a presença de um câncer, mas não devem ser ignorados. A avaliação adequada permite identificar a causa e determinar se há necessidade de outros exames.

Como é feito o diagnóstico dos tumores urológicos?

A investigação depende do órgão envolvido e pode incluir exames de sangue, urina, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e exames endoscópicos, como a cistoscopia.

Em algumas situações, é necessária a realização de uma biópsia para analisar o tecido e confirmar ou descartar a presença de células tumorais.

Mais do que solicitar exames isoladamente, é importante interpretar os resultados em conjunto com a história clínica, o exame físico e os fatores de risco de cada paciente.

Um exame alterado significa câncer?

Não.

Uma alteração no PSA, a presença de sangue na urina ou mesmo um achado identificado em uma ultrassonografia ou tomografia podem estar relacionados a diferentes condições, inclusive doenças benignas.

Da mesma forma, alguns tumores podem permanecer silenciosos durante bastante tempo.

Por isso, o diagnóstico não deve ser baseado em um único resultado. Cabe ao urologista avaliar o conjunto das informações e definir quando é necessário avançar na investigação.

Todo câncer urológico precisa de cirurgia?

Não necessariamente.

O tratamento depende principalmente do tipo de tumor, do seu grau de agressividade, do estágio da doença, da idade e das condições clínicas do paciente.

Dependendo do caso, as possibilidades podem incluir:

  • Vigilância ativa ou acompanhamento;
  • Cirurgia;
  • Radioterapia;
  • Tratamentos realizados diretamente na bexiga;
  • Terapias medicamentosas;
  • Tratamentos sistêmicos conduzidos em conjunto com a Oncologia.

Em alguns pacientes, uma única modalidade é suficiente. Em outros, diferentes tratamentos podem ser combinados.

A decisão deve ser individualizada e, sempre que necessário, multidisciplinar.

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia possui papel importante no tratamento de diversos tumores urológicos, principalmente quando a doença está localizada e pode ser removida.

Dependendo do órgão e das características do tumor, pode ser possível retirar apenas a lesão ou parte do órgão acometido. Em outras situações, uma cirurgia mais ampla pode ser necessária para garantir o controle adequado da doença.

Hoje, técnicas minimamente invasivas permitem realizar diversos procedimentos urológicos com elevada precisão e menor agressão aos tecidos.

Qual o papel da cirurgia robótica na Uro-Oncologia?

A cirurgia robótica trouxe importantes avanços para determinados procedimentos uro-oncológicos.

O sistema oferece ao cirurgião visão ampliada e tridimensional do campo operatório, além de instrumentos articulados que permitem movimentos extremamente precisos em espaços anatômicos reduzidos.

Ela pode ser utilizada em cirurgias como a retirada da próstata e em determinados procedimentos realizados nos rins e na bexiga.

Quando bem indicada, a abordagem minimamente invasiva pode proporcionar menor trauma cirúrgico e favorecer a recuperação do paciente.

A escolha da técnica, entretanto, deve sempre considerar as características de cada caso.

O acompanhamento continua após o tratamento?

Sim.

O acompanhamento após o tratamento é uma parte fundamental do cuidado oncológico.

A frequência das consultas e os exames solicitados variam de acordo com o tipo de tumor, o tratamento realizado e o risco de retorno da doença.

Além de acompanhar possíveis sinais de recorrência, o seguimento permite avaliar a recuperação do paciente, tratar eventuais efeitos do tratamento e cuidar de aspectos como função urinária, sexual e qualidade de vida.

Tratar um câncer urológico não é apenas realizar um procedimento. É acompanhar o paciente em todas as etapas da sua jornada.

Tire suas dúvidas

Agende uma consulta e entenda, caso a caso, qual a melhor opção de tratamento no seu caso.